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Todos fazem a História... alguns buscam compreendê-la.
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Olho de Odinn


Conhecimento histórico é o conhecimento acerca do homem inserido no tempo e no espaço. É ciência humana direcionada para um todo através da análise do particular, do específico. É um conhecimento “pósgnostico” de experimentação empírica impossível, logo, apreensivel, investigativo e tendo no centro a atividade do historiador como agente primordial da construção deste conhecimento, que é quem faz o recorte temporal e espacial e sua ligação com a rede do todo, tornando o link possível. O conhecimento histórico está intimamente ligado ao espírito de investigação e, sendo dedutivo, não define “a verdade” ou formula leis, mas reconstrói desdobramentos possíveis embasados em fontes, ou seja, levanta hipóteses de verdade. Não explica o presente a partir de seus conhecimentos acerca do passado, mas é peça imprescindível para sua melhor compreensão. Odi
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:: Segunda-feira, Novembro 30, 2009 ::


Uma singela homenagem histórica pela conquista da liderança do campeonato brasileiro no último fim de semana...




:: Odi Segunda-feira, Novembro 30, 2009 ::
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:: Quinta-feira, Outubro 29, 2009 ::

Gato Preto: Superstições e Mitos



A história de vida do gato preto é impressionante.
Adorado por uns, sacrificado por outros, o gato preto sobreviveu a tudo apenas para reclamar o lugar que mais gosta de ocupar: um espaço quente, junto à janela.

As superstições acerca dos gatos nasceram desde cedo.
Um dos primeiros povos a atribuir uma aura mística ao gato foram os egípcios que o idolatravam, tendo mesmo um Deus com a sua forma física, Bast. Em honra desta divindade, os egípcios mantinham gatos pretos em casa e davam-lhes honras reservadas a faraós, mumificando-os depois de mortos.

Mas foi na Idade Média que o gato viu a sua sorte mudar.
Apesar de prestarem um importante serviço ao homem, caçando os ratos que eram considerados uma praga em todo o lado, a verdade é que havia uma legião de gatos vadios que faziam das cidades o seu território.
A sobrepopulação terá sido o primeiro motivo pelo qual o gato deixou de cair em graça para passar a cair em desgraça.

A Idade Média ficou marcada pela superstição, bruxaria e febre religiosa. O gato, como animal independente e solitário, captou a atenção tanto de pagãos como cristãos.

No paganismo, o gato representa sabedoria e protecção, mas na magia negra, o gato preto macho personifica o diabo.
No tarot, no baralho de Rider Waite , a Rainha de Paus é representada com um gato preto aos seus pés, significando energia instintiva, mas domesticada.

O gato é um animal que caça durante a noite e era na Idade Média acolhido por pessoas solitárias.
Os gatos vadios eram os animais de estimação de mendigos e pobres, o que não abonou em relação à imagem do gato.
Os olhos penetrantes que iluminam as noites contribuíram provavelmente para a catalogação do gato como espírito demoníaco. A cor preta era a cor das trevas e do mal, o que tornou os gatos desta pelagem os mais perseguidos pelos cristão e inquisidores.
A sua associação às práticas pagãs, apenas provocou um maior distanciamento entre os cristãos e o gato. O facto de o gato ser muitas vezes sacrificado em rituais pagãos tornou-o num símbolo a combater.

Depressa começaram a surgir histórias que ligavam os gatos à bruxaria. Reza a lenda que por volta de 1560, em Linconshire, filho e pai foram assuntados por um gato preto que lhes cruzou à frente.
O animal coxeava e tinha vários arranhões e dirigiu-se para a casa de uma mulher que os habitantes da região suspeitavam que fosse bruxa. No dia seguinte, a mulher apareceu com uma ligadura no braço e tinha passado a coxear.
Outra história relatada conta que um agricultor cortou a orelha de um gato durante a noite. O homem acreditava que o gato estava a assombrar a sua propriedade. No dia seguinte, o agricultor regressou ao local apenas para encontrar parte da orelha de um humano.
Na Alemanha, as histórias sobre a dualidade bruxa/gato preto são comuns. Uma mulher após ter sido acusada de bruxaria e condenada à fogueira, transformou-se em gato preto enquanto ardia. Foi assim que surgiu o mito de que as bruxas se transformam em gatos pretos durante a noite. É foi também desta forma que se encontrou justificação para perseguir estes animais.

Em paralelo com as lendas surgem também outros factos históricos que na altura serviam de base de sustentação a muitas superstições.
O Rei Carlos I de Inglaterra tinha um gato preto de estimação. O monarca acreditava que o seu gato lhe trazia sorte. Coincidência ou não, o gato morreu um dia antes de o Carlos I ter sido preso por Oliver Crommwell. O monarca foi acusado de traição e mais tarde decapitado.

Surpreendentemente, o gato preto sobreviveu a décadas, se não séculos de perseguição. A sua pelagem negra, pela qual era perseguido, era também uma vantagem quando caçava à noite, fundindo-se com a escuridão.
Nestes tempos, não faltava alimento para os gatos, uma vez que os ratos abundavam pelas cidades e campos.

Pela altura do Renascimento, a Igreja Católica tinha já abrandado a caça aos hereges. Esta foi uma boa notícia para o gato por duas razões: por um lado os cristãos tinham conseguido reduzir a prática do sacrifício de animais, e em particular dos gatos com pelagem preta e por outro, deixaram de ser perseguidos pelos próprios cristãos.

Mas da Idade Média resistiram as superstições profundamente enraizadas na cultura popular.
Apesar de em Portugal ser mais comum associar o gato preto a um mau presságio, são várias as superstições que lhe são favoráveis noutros países.


Superstições Comuns

Na Escócia

Um gato preto no alpendre traz prosperidade.

Na Itália

Ouvir um gato preto a espirrar traz boa sorte.

Se um gato preto se deita na cama de uma pessoa doente, significa que a morte dessa pessoa está perto.

Nos Estados Unidos da América

O gato preto que cruza o nosso caminho traz má sorte

Na Irlanda

O gato preto que cruza o caminho de alguém durante noites de luar, é prenúncio de epidemia.

Na Inglaterra

Na costa de Yorkshire, as mulheres dos pescadores acreditam que os seus maridos regressarão sãos e salvos da faina se mantiverem em casa um gato preto.

Mais generalizada entre os pescadores era a crença de que os gatos pretos mantidos em casa enquanto saíam para pescar era sinónimo de bom tempo em alto mar.
Há quem defenda que o preço dos gatos pretos chegou a aumentar de tal formar que muitos marinheiros não tinham dinheiro para comprar um exemplar.

Em algumas regiões da Inglaterra acredita-se que oferecer um gato preto à noiva trás sorte.

Na França

No Sul deste país, acredita-se que tratar de um gato preto trás boa sorte.

Na Alemanha

Um gato que cruza o caminho de uma pessoa da direita para a esquerda é mau agoiro, mas da esquerda para a direita é boa sorte.

Na Letónia

Para os agricultores deste país, encontrar um gato preto nos depósitos de sementes é uma óptima notícia. Para eles, estes gatos são o espírito de Rungis, Deus da Colheita.


Superstições Actuais

Hoje em dia, o gato preto continua a ser mais do que um gato de pelagem escura. Ainda há quem veja nele sinal de boa ou má sorte.
Num estudo realizado nos gatis e associações de animais dos Estados Unidos da América, verificou-se que o gato preto era a segunda pelagem menos desejada. A primeira era a castanha.
Assim, numa ninhada de gatos de várias cores, o gato preto era sempre dos últimos a ser adoptado.

A acentuar a ideia de que o gato preto ainda não é encarado como um outro gato qualquer, nos Estados Unidos da América, onde há uma forte tradição de celebrar o Halloween, algumas associações de animais têm uma política especial que implementam nessa altura. Neste feriado manteve-se em alguns locais a tradição de sacrificar animais, entre eles o gato preto. Por esta razão, a adopção destes gatos fica congelada algumas semanas antes e depois desta festividade.

Em Portugal, as superstições sobre os gatos pretos não parecem ter tanta força e é bastante comuns encontrar um gato preto como animal de estimação.
Não deixa de ser curioso que em Inglaterra, apesar da caça às bruxas e aos gatos vivida na Idade Média, as superstições que resistiram associam invariavelmente o gato a bons sinais.

Contudo, o gato preto parece ainda estar muito longe de recuperar a posição que tinha no Antigo Egipto. Ou talvez não, uma vez que, tal como os outros gatos, parecem ser peritos em ganhar a adoração dos donos.

in WWW.VIVAPETS.COM




:: Odi Quinta-feira, Outubro 29, 2009 ::
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:: Terça-feira, Outubro 27, 2009 ::

Discurso do Orador. ( Feito pelo amigo Igor - Nefer - aos 24 dias do ano do senhor de 2009)



É com muita satisfação e alegria que nos reunimos nesta noite para celebrar essa tão aguardada cerimônia. Quatro anos que se passaram tão rapidamente. Cenas tão nítidas que eu as descreveria como se tivessem acontecido ontem mesmo. São tantas que eu precisaria de uns dez discursos como este para descrever uma por uma. Como não tenho tantos discursos assim, vou ser sucinto e tentar chegar o mais próximo possível disso.

Primeiramente, como convém à ocasião, devo dizer algo sobre a História. O que dizer quanto à História?Bem, a História. De qualquer forma, podemos dizer que temos uma responsabilidade com ela agora que somos graduados. Afinal, citando nosso colega Breno, somos “uma turma de vencedores”. (1)Aprendemos muito neste caminho e foi exatamente isso que nos faz dignos de tal adjetivo. Certamente nossos alunos aprenderão que feudo é uma relação e não um pedaço de terra(2), ou que as cercas existiam antes do cercamento dos campos.(3) Mas acima disso sabemos o mais importante que a História pode nos oferecer, que é a consciência de que não existe conhecimento pronto e imutável, e que ele é construído e trabalhado permanentemente. Conhecer e construir conhecimento passaram a ser uma parte importante de nossas vidas. Talvez a semelhança mais forte que nos unirá ainda por muito e muito tempo.

Agora passando para nós, membros da turma. Como eu já disse tudo passou muito rapidamente, mas seria injusto se dissesse que cada segundo deste pequeno período de nossas vidas não fosse bem intensamente vivido. Dos primeiros períodos onde nossa grande preocupação era o fim da aula de sexta à noite pra podermos assim visitar o bar do ICB, época mesma em que nos dividimos entre “alas” da “direita, esquerda e centro”,(4) até os dias de atuais em que o futuro além da universidade já nos bate à porta, não posso afirmar que exista um momento sequer que não tenha terminado em risos e, por que não, certo otimismo.

Agora, como professores e historiadores, temos muitas perguntas sobre nós, nossas vidas e carreiras, expectativas acerca do futuro, até mesmo nosso papel enquanto intelectuais. Em que e a quem podemos ser úteis? Qual nosso lugar, agora graduados, neste mundo tão complexo que nos aguarda além dos muros da universidade? Não posso dizer que tenho a resposta. Aliás, isso nem seria possível, já que cada um de nós, assim como nos encontramos vindos de caminhos tão diversos, por outros ainda mais improváveis trilharemos. Algo que nenhum oráculo poderia prever com precisão.

Para tentar cobrir, mesmo que precariamente, tal lacuna, cito um pequeno trecho do final de um livro que é caro para alguns de nós:

“A razão nos esclarece, mas em nada nos determina. O amor-próprio é o móvel de todas as nossas determinações. A felicidade da constituição dos órgãos, da educação, das sensações externas, e as leis humanas são tais que o homem somente pode ser feliz se observá-las, se viver como um homem de bem”.(5)

Esta é a reflexão que quero deixar aqui baseada em tudo que aprendi com essa turma. Pessoas que nunca se tornaram tão racionais a ponto de perderem a sensibilidade com a vida e jamais deixaram de ter amor próprio ou para com os colegas.(6)

A cada dia passado na FAFICH, posso afirmar, nos unimos mais. E espero que assim seja também a partir de hoje.

Muito obrigado.





Pois é... demos o primeiro passo. Valeu galera!









:: Odi Terça-feira, Outubro 27, 2009 ::
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:: Domingo, Outubro 11, 2009 ::

Tá lá... vinte anos de Simpsons...e a Marge está saindo na Playboy americana para comemorar a data... ainda não sabemos o que o Homer achou.... hehe.




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:: Quarta-feira, Julho 29, 2009 ::

Meu ex-professor de História dos Quilombos em Minas Gerais, jovem colega tornando-se autor... recomendo.




:: Odi Quarta-feira, Julho 29, 2009 ::
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:: Segunda-feira, Julho 06, 2009 ::

Com efeito, para se compreender um momento histórico, é preciso vê-lo com os olhos dele mesmo, mas também com nossos olhos, para desvendar o que estava oculto ao próprio passado, já que contamos hoje com instrumentos de análise que ele não possuía. Entender a relação, negada pela época, entre mito e cristianismo é entender melhor o sentido profundo de ambos. É perceber que, se o cristianismo medieval era um vasto sistema de representações mentais, verbais, gestuais e imagísticas através do qual os homens de então atribuíam certa ordenação e certo sentido ao universo, era exatamente por que ele era uma mitologia. P.53
A começar naturalmente pela cosmogonia claramente baseada no Enuma Elish babilônico, do século XII a.C. Assim como no processo de organização do caos primitivo Marduk precisou vencer Tiamat (ou na mitologia grega, Zeus submeter Tífon), também Iavé enfrentou e derrotou Leviatã e Rahab, monstros simbolizadores das forças incontroláveis das águas primordiais, Assim como Marduk cortou Tiamat (literalmente ""mar") em dois, o mesmo fez Iavé com o mar.





Para diversas mitologias, os primeiros tempos após a criação foram conturbados, com disputas pelo poder no mundo divino. O episódio de um deus castrar seu pai durante aquela luta (como fez Crono com Urano e depois Zeus com Crono) aparecia no relato inicial sobre Cam e Noé e, apesar de alterado mais tarde no processo monoteização, seus ecos permaneceram na narrativa do Gênese e possivelmente em tradições orais. Por isso o sentido mítico original, reativado por condições locais específicas, pôde reaparecer na longa duração histórica num afresco medieval de Saint-Savin. No mesmo contexto mítico de revoltas contra as divindades é que ocorreu a queda de Lúcifer e outros anjos, enciumados e irritados com Deus devido à criação do homem, pelo que conta um apócrifo de grande sucesso na Idade Média. Os anjos, aliás, apresentavam algumas analogias espantosas com aqueles que a mitologia atribuía à miríade de divindades inferiores encarregadas de cuidar do homem durante toda sua vida. São vestígios do politeísmo na Bíblia. P.56





Também é inegavelmente mítica a versão bíblica do nascimento de Eva , baseada num relato sumério segundo o qual para curar as dores do deus Enki, Ninhursag extraiu-lhe uma costela e criou a deusa Ninti. Ora esse nome significa "mulher da costela" ou ainda "mulher que faz viver", etmologia próxima ao aramaico Havva ("aquela que dá a vida") e à explicação bíblica do nome Eva ("mãe de todos os viventes"). O principal episódio da segunda geração de seres humanos, a oposição entre o agricultor Caim e o pastor Abel, também estava calcado num relato sumério, o da disputa entre Enkidu e Dumuzi. Igualmente mesopotâmica era a célebre narrativa do Dilúvio, bastante comentada na Idade Média pela Teologia e e representada pela arte. Os gigantes referidos pela Bíblia, produtos de hierogamias entre anjos e mulheres mortais, aparecem ainda em outras mitologias do espaço cultural do cristianismo medieval, como a grega, a céltica e a germânica.P.57





Toda essa riqueza mítica não era exclusividade do Antigo Testamento. Assim como Amon-Ra assumira a forma do marido da rainha Ahmès para fecundá-la, assim como Zeus se metamorfoseara em chuva de ouro, homem mortal, outra divindade, touro e cisne para fertilizar mulheres mortais, o mesmo fez o Deus cristão com Maria através do Espírito Santo, geralmente representado dessde oss fins do século I ou começo do II sob a aparência de uma pomba. Esse casamento sagrado pouco se diferencia, aliás, das tradicionais hierogamias, pois a Virgem era indiscutivelmente uma nova hipóstase das antiqüíssimas Mães-Terra. A maternidade por parte de uma deusa virgem também tinha antecedentes, como o mito de Atená. Se Maria, no céu, desposou misticamente Cristo, ao mesmo tempo seu pai e seu filho, essa relação não era estruturalmente diferente de outras entre mãe e filho (como Cibele-Átis) ou entre irmãos (como Osíris-Ísis ou Zeus-Hera). Baseada nessa tradição mítica é que a Igreja medieval se via como mãe e virgem, como esposa do Cristo.





Mais importante, vários deuses tinham sido mortos e haviam ressuscitado. Portanto o elemento central do cistianismo - um filho de Deus nascido de mulher virgem, depois sacrificado e ressuscitado - resultava da reutilização e harmonização de dados míticos anteriores. O sentido da crucificação, o pai sacrificando o filho com finalidades expiatórias, era semelhante ao que envolvera Abraão/Isac, Jefté/sua filha única, Agamênon/Ifigênia, Créon/Meneceu, Tântalo/Pélops, Idomeneu/seu filho. Como em qualquer banquete canibal, também para o cristianismo o sacrificado deve ser devorado pelos seus seguidores: "Tomai e comei, isto é o meu corpo". O fato de a hóstia cristã tornar-se carne de Deus apenas através de um rito específico não o descaracteriza enquanto canibalismo, pois esse ato é sempre simbólico, mesmo quando ele é real. P.58-59




A descida de Cristo ao mundo infernal (ao Limbo na expressão medieval) aparentava-se avárias outras aventuras no mundo subterrâneo. A deusa Suméria Inanna (ou Ishtar para os babilônicos) ficou três dias no mundo inferior, onde reinava sua irmã e inimiga Ereshkigal, o mesmo tempo de Cristo no Inferno, domínio de Satanás, num certo sentido seu irmão. Dionísio desceu aos infernos para resgatar sua mãe, Sêmele, como fez Cristo com sua mãe, Eva. Héracles submeteu o cão Cérbero, que guardava as portas do reino infernal, impedindo que os mortos saíssem dali, da mesma forma que Cristo subjugou os guardiões do Limbo e quebrou suas portas de bronze. Como Héracles libertou Teseu e mais tarde Alceste daquele lugar, também Cristo venceu a morte e arrancou do limbo os justos do Antigo Testamento. P.59-60

Diante disso tudo, pode-se dizer que a Bíblia é o grande repertório mitológico do Cristianismo. É a Odisséia cristã.

FRANCO JÚNIOR, Hilário - Mito e História - Cristianismo Medieval e Mitologia - Reflexões sobre um problema historiográfico. In:A Eva Barbada, Ensaios de Mitologia Medieval, São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo, 1996.





:: Odi Segunda-feira, Julho 06, 2009 ::
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:: Segunda-feira, Junho 29, 2009 ::

Cairo, 29 jun (EFE).- Uma equipe de arqueólogos descobriu partes do que foi uma pequena cidade de grande importância comercial que data da XXVI dinastia (625-664 a.C.) na cidade de Ismaília, 120 quilômetros a leste do Cairo.
O Conselho Supremo de Antiguidades anunciou hoje em comunicado que a cidadela, encontrada na zona arqueológica de Tel Dafna, conta com uma muralha de 13 metros de altura, a maior achada até o momento a leste do Delta do Nilo.
A cidade, pela qual passava uma antiga estrada militar, era utilizada como ponto de parada para comerciantes e também para proteger a fronteira oriental de invasores.
Os arqueólogos encontraram na mesma região um grande templo com 15 armazéns de armas e munição e um pequeno palácio sobre o qual não foram dados mais detalhes.




:: Odi Segunda-feira, Junho 29, 2009 ::
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:: Terça-feira, Junho 09, 2009 ::

75 anos


O Pato Donald, um dos personagens criados Walt Disney, aquele a quem a vida não para de apresentar dificuldades, mas que luta contra a adversidade com a mesma energia desajeitada, festeja nesta terça-feira (9) seus 75 anos.

Donald apareceu pela primeira vez em 9 de junho de 1934 em um curta-metragem da série dos Silly Symphonies, "A Galinha Espertalhona", adaptada de um conto russo em que uma pequena galinha procura ajuda para plantar um campo de milho. Donald, seu vizinho, fará de tudo para não ter de colocar as mãos na massa.

Donald se torna um herói de desenho animado a partir de 1937. Ele então recebe a companhia de seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho, e da fiel Margarida, da qual mal conhecemos o grau de intimidade com este gentil anti-herói. Em 1947, surge o tio Patinhas.

De bom coração, Donald já exerceu durante estes 75 anos uma centena de profissões, sem realmente convencer em nenhuma delas, além de se ver regularmente sem dinheiro.

Walt Disney quis criar um personagem que fizesse contraponto com Mickey Mouse. E, segundo o site da Disney, o temperamento de Donald lhe valeu rapidamente uma popularidade que fará dele o herói de um número de desenhos animados maior que o do próprio Mickey: 128 exatamente, sem contar suas inúmeras aparições em outros desenhos ao lado de Mickey e Pluto, por exemplo.

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2009/06/09/ult4738u24438.jhtm






:: Odi Terça-feira, Junho 09, 2009 ::
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:: Segunda-feira, Maio 18, 2009 ::

Maria de Souza Pinheiro observa seu filho no hospital Jerusalém, transformado em abrigo devido às fortes chuvas que atingem o Nordeste do país, em Trizidela do Vale, Maranhão. Na cidade, que está 80% submersa e sem luz, as doações não são suficientes para as 40 famílias alojadas neste hospital.


Veja como fazer doações para o Nordeste

Cruz Vermelha (para todos o atingidos do Nordeste)

Unibanco
Agência 0472
Conta 235.000-8

Defesa Civil do Piauí

Banco do Brasil
Agência 3791-5
Conta 2004-4

Ceará / Campanha Força Solidária

Caixa Econômica Federal
Agência 3281
Operação 003
Conta 300-1

Banco do Brasil
Agência 3515-7
Conta corrente 11024-8

Banco do Nordeste do Brasil
Agência 016
Conta corrente 29393-8

SOS Maranhão

Caixa Econômica Federal
Agência 0027
Conta corrente 1000-2
Operação 006

Banco do Brasil
Agência 2954-8
Conta corrente 2222-5

Fonte: http://fotos.noticias.bol.uol.com.br/imagensdodia/20090518_album.jhtm?abrefoto=9





:: Odi Segunda-feira, Maio 18, 2009 ::
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:: Quarta-feira, Maio 13, 2009 ::

As tragédias e os comédias


Lelê Teles — Não faz muito tempo escrevi um texto no Observatório da Imprensa sobre a deformação midiática da realidade e a construção de simulacros a partir da construção de seres reativos e obedientes. O texto falava sobre a triste catástrofe que ocorreu em Santa Catarina, que a mídia colocava a culpa no efeito estufa, mas o caso estufava a culpa das autoridades no ordenamento territorial da região. O texto também falava de uma tragédia que nos tornava uns hipócritas solidários e nos redimia de sermos insensíveis ao sofrimento cotidiano dos Sujeitos da Esquina.
Pois bem, chegou a hora de provar que não sofro de esquerdopatia. Ontem, 12 de maio de 2009, abri o globonline e nada sobre a tragédia que assola o nordeste brasileiro. Na capa falava-se, veja você, de que surgiu o 1º caso de gripe suína no Rio de Janeiro. A folhonline vai pelo mesmo caminho: 1 caso de gripe e 32 casos suspeitos. O diabo é que só no Maranhão 205 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes. 78 municípios sofrem com as chuvas no estado. Em Sergipe a calamidade não é menor. No Piauí é igual. Milhares de brasileiros estão desabrigados. Casas estão desabando. As ruas tomadas pela lama contaminada. E os nossos jornais falam numa tal pandemia que afetou, até agora, 5 mil pessoas em todo o mundo, um número infinitamente menor do que a tragédia real que os nossos patrícios estão vivendo no nordeste.
Sem falar que a tal pandemia atingiu até agora 30 países do globo terrestre, e todos nós sabemos que só a ONU tem 192 países membros. Pandemia? E desses 5 mil casos registrados no mundo, o número de mortes é ainda menor do que o registrado pela gripe comum, dessas que o sujeito pega quando sai na chuva. E diga lá, 5 mil casos em um mundo com mais de 6 bilhões de pessoas é uma pandemia?
Lembro-me da Vaca Louca, um herbívoro tornado canibal pelos ingleses. Diziam que a tragédia assolaria o planeta. Enterraram o vacum contaminado e tudo voltou ao normal. Depois veio a pandemia aviária. Queimaram uns frangos na China e tudo voltou ao normal. Depois febre aftosa, nada. Depois a crise da febre amarela urbana no Brasil, que matou mais quem tomou vacina dupla do que quem levou picada de mosquito. Não é vaca, boi, frango, mosquito, porco… a grande pandemia, o grande animal contaminado é o homo midiaticus. Esse robozinho reativo pronto para se desesperar a qualquer sinal emanado pelo aparato oficioso da desinformação.
Na tragédia de Santa Catarina, a mídia era onipresente. Os principais apresentadores estavam lá ao vivo. Até a Ana Maria Braga sujeitou o seu penteado ao mal tempo no sul do Brasil. Celebridades apareciam fazendo cara de tristes e pedindo doações, galãs viraram super heróis e meteram a mão na lama para entregar donativos. Contas, muitas contas bancárias surgiam a todo o momento, Instituto Renascer, Rede Record, SBT, Globo etc. Foi tão grande a comoção popular que teve prefeitura em Santa Catarina que mandou enterrar e incinerar donativos, por excesso. Agora eles noticiam, e mais nada. Algo me diz que a casa de um Von Braun, de um Hoff Muller desabando comove mais do que a casa de um Severino qualquer lá nos confins do Piauí. Algo me diz que um grande número de brasileiros concorda com o presidente da Philips, Paulo Zotollo, de que ninguém vai ficar chateado se o Piauí desaparecer.
Os porcos do P.I.G. fazem o povo se preocupar com o porco do México. Enquanto isso, nossos irmãos dormem sobre colchões encharcados, sem comida, sem água, sem teto, sem ajuda. Mas, entre um Severino magro do Piauí e um Hoff Muller de máscaras descendo de um avião, a mídia fica com a segunda imagem. A imagem de um Severino dentro da lama não tem força. Forte é a imagem da casa da família Vandekamp desabando. Um moleque sujo do nordeste desabrigado não comove; comove o piá loirinho, de sobrenome holandês, dormindo em um ginásio de esporte.
O Supremo Juiz não se importa com o Sujeito da Esquina. O deputado está se lixando para a opinião pública. E o homo midiaticus que mandou donativos para as vítimas do tsunami no Sri Lanka, agora lava as mãos. Há ou não há mais mistérios entre o céu e a terra do que julga a nossa vã filantropia?

* quadro na abertura: Criança morta (Candido Portinari, 1944)

Retirado do blog Amalgama: http://www.amalgama.blog.br/05/2009/as-tragedias-e-os-comedias/




:: Odi Quarta-feira, Maio 13, 2009 ::
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:: Quinta-feira, Abril 23, 2009 ::

Hallan cuatro templos faraónicos de hace más de 4.000 años en el Sinaí


# Postado por José Luis Santos Fernández em 23 abril 2009 às 9:23 - Café História.#




Los arqueólogos egipcios han descubierto cuatro templos faraónicos amurallados, que datan del Imperio Nuevo (1539-1075 a.C) y del Primer Periodo Intermedio (2125-1975 a.C), en la península del Sinaí, en el noreste de Egipto.





El ministro de Cultura egipcio, Faruk Hosni, anunció hoy en un comunicado que los templos fueron hallados en las zonas de Qantara Sharq, a 4 kilómetros al este del canal de Suez, y Zaro, que fue en la antigüedad un punto de partida del Ejército para proteger la frontera este del país.

Uno de los templos encontrados es el mayor hallado en el Sinaí hasta el momento, fue construido con piedra caliza y mide 80 metros por 70.

El templo, que contiene cuatro salas con 34 basas de columnas, tiene inscripciones de distintos faraones como Tutmosis II y Ramsés II, lo que demuestra la importancia del lugar durante las dinastías XVIII y XIV del Imperio Nuevo.

Además, los dibujos en las paredes del templo, considerado un centro religioso importante en la entrada este de Egipto, todavía mantienen sus colores vivos, agregó el comunicado.

El templo está rodeado, asimismo, de 26 almacenes, que datan de la época de los faraones Seti I, Ramsés II y Seti II (1315-1215 a.C), y que están localizados en una antigua carretera militar, que se llamaba Horus y que unía Egipto con Palestina.

El jefe de la misión arqueológica que halló los templos, Mohamed Abdel Maqsud, aseguró que estos almacenes abren la puerta para revelar nuevos secretos de la historia del Sinaí, ya que contienen decenas de inscripciones y sellos reales que muestran la riqueza de la construcción egipcia en la antigüedad.

Por su importancia, los muros que llevan estas inscripciones serán trasladados a los museos egipcios, añadió Maqsud.

Alrededor del templo aparecieron, además, quince torres de vigilancia, de veinte metros de altura, que según el experto en arqueología son otra muestra de la experiencia militar de los faraones.





4 new temples discovered in Egyptian Sinai

By HADEEL AL-SHALCHI

CAIRO (AP) — Archaeologists exploring an old military road in the Sinai have unearthed four new temples amidst the 3,000-year-old remains of an ancient fortified city that could have been used to impress foreign delegations visiting Egypt, antiquities authorities announced Tuesday.

Among the discoveries was the largest mud brick temple found in the Sinai with an area of 70 by 80 meters (77 by 87 yards) and fortified with mud walls 3 meters (10 feet) thick, said Zahi Hawass, chief of Egypt's Supreme Council of Antiquities.

The find was made in Qantara, 2 1/2 miles (4 kilometers) east of the Suez Canal. These temples mark the latest discovery by archaeologists digging up the remains of the city on the military road known as "Way of Horus." Horus is a falcon-headed god, who represented the greatest cosmic powers for ancient Egyptians.

The path once connected Egypt to Palestine and is close to present-day Rafah, which borders the Palestinian territory of Gaza.

Archaeologist Mohammed Abdel-Maqsoud, chief of the excavation team, said the large brick temple could potentially rewrite the historical and military significance of the Sinai for the ancient Egyptians.

The temple contains four hallways, three stone purification bowls and colorful inscriptions commemorating Ramses I and II. The grandeur and sheer size of the temple could have been used to impress armies and visiting foreign delegations as they arrived in Egypt, authorities said.

The dig has been part of a joint project with the Culture Ministry that started in 1986 to find fortresses along the military road. Hawass said early studies suggested the fortified city had been Egypt's military headquarters from the New Kingdom (1569-1081 B.C.) until the Ptolemaic era, a period lasting about 1500 years.

In a previous find, archaeologists there reported finding the first ever New Kingdom temple to be found in northern Sinai. Studies indicated the temple was built on top of an 18th Dynasty fort (1569-1315 B.C.).

Last year, a collection of reliefs belonging to King Ramses II and King Seti I (1314-1304 B.C.) were also unearthed along with rows of warehouses used by the ancient Egyptian army during the New Kingdom era to store wheat and weapons.

Abdel-Maqsoud said the fortified city corresponded to the inscriptions of the Way of Horus found on the walls of the Karnak Temple in Luxor which illustrated the features of 11 military fortresses that protected Egypt's eastern borders. Only five of them have been discovered to date.

Copyright © 2009 The Associated Press



OBS.: Fotos: © Supreme Council of Antiquities (ESCA)


:: Odi Quinta-feira, Abril 23, 2009 ::
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:: Quarta-feira, Abril 01, 2009 ::

Relembrando Chicago e Al Capone


Vejam só que foto interessante. A fonte está linkada abaixo. É impressionante como, para copiar maus exemplos da História, nosso povo é talentoso. Lamentável. Segue a pequena manchete:


"Geladeira com fundo falso escondia sala com máquinas caça-níquel em Itajaí (SC); a Polícia Militar do município descobriu o "truque" durante averiguação em um bar. A parte de trás da geladeira foi removida, fazendo com que o eletrodoméstico funcionasse como porta de entrada para uma sala de jogos ilegais. O proprietário confessou ter feito a passagem secreta e deve prestar esclarecimentos à Justiça".

http://fotos.noticias.bol.uol.com.br/imagensdodia/20090331_album.jhtm?abrefoto=34





:: Odi Quarta-feira, Abril 01, 2009 ::
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:: Terça-feira, Março 31, 2009 ::



:: Odi Terça-feira, Março 31, 2009 ::
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:: Quinta-feira, Março 26, 2009 ::

Principe na Corte de Targoviste, então capital da Wallachia, Vlad o Impalador (1431-1476),
ficou conhecido como “Drácula”, tendo governado entre 1456 and 1462.





Romênia renuncia ao conde Drácula para vender imagem no exterior


O conhecidíssimo mito do conde Drácula parece ser excessivamente sinistro, segundo o Ministério do Turismo romeno, para se transformar na imagem da Romênia no mundo.

"O mito de Drácula não será a marca do país", declarou em comunicado à agência local "Agerpres" a ministra de Turismo, Elena Udrea.

"A Romênia tem muitas coisas que podem ser promovidas como marca. Acho que pode ser representada muito melhor por muitas outras coisas", insistiu.






No entanto, ela reconheceu que seu Ministério não pode desprezar a força do mito no mundo todo, na hora de vender a imagem do país e atrair os turistas.
"Ele é conhecido na Europa, na América, em todas as partes, e seria uma pena que não o utilizássemos quando for conveniente", afirmou a ministra.

A lenda de Drácula e suas nunca bem delimitadas relações com a realidade foram e continuam sendo o tom da principal atração da Romênia, um país pobre e pouco conhecido do leste da Europa que só nos últimos anos começou a ter uma política de imagem turística mais organizada.

O personagem do conde Drácula nasceu no final do século XIX, pelo escritor irlandês Bram Stoker, que se inspirou na figura do príncipe romeno do século XV Vlad Tepes e nas lendas de vampiros da Europa Oriental para criá-lo.





Valente, sanguinário e feroz lutador contra os invasores turcos, as histórias de sádicas torturas por prazer em torno de quem fora conhecido como Vlad, o Empalador ( a imagem acima é de origem germânica medieval), pelo brutal castigo que aplicava aos inimigos otomanos, foram a base perfeita para um mito que nasceu em um livro, cresceu com o cinema e já é parte indiscutível do imaginário popular mundial.



Fonte: G1

http://cafehistoria.ning.com/





:: Odi Quinta-feira, Março 26, 2009 ::
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:: Terça-feira, Março 03, 2009 ::

Tumba da princesa egípcia Ísis, neta de Ramsés 2º, é encontrada ao sul de Cairo, no Egito


Uma tumba de mais de 3.200 anos foi encontrada por arqueólogos na cidade egípcia de Saqqara, 40 quilômetros ao sul do Cairo, anunciou nesta terça (3/3) o Conselho Superior de Antiguidades do Egito.

O sarcófago seria da nobre Ísis, filha do do príncipe Setna Kha-em-ust, e neta de Ramsés 2º, e foi esculpido em pedras.

Setna Kha-em-ust foi filho de Ramsés 2º, um dos mais influentes faraós. Ísis, sua neta, cujo sarcófago foi achado pelos pesquisadores durante trabalhos de escavação, era uma jovem conhecida pela beleza e apuro visual.

A nobre ficou conhecida na história das dinastias faraônicas pelo seu senso estético exigente e inovador, pela adoração às jóias que usava e pelas vestimentas diferentes que criava.

O túmulo onde estaria enterrada a nobre foi encontrado em pedaços e seria da 19ª dinastia egípcia. Há mais ou menos 150 anos, arqueólogos fazem escavações na região de Saqqara em busca de material arqueológico.

No local, já foram encontradas pirâmides destruídas, tumbas de reinados antigos e outras mais recentes, da era romana.



http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2009/03/03/ult958u51.jhtm








:: Odi Terça-feira, Março 03, 2009 ::
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